(Zoom) Comissão de Intercâmbio realiza palestra com Issao Mizoguchi (01/10/2021)

Issao Mizoguchi, conselheiro executivo da Honda South America, foi o palestrante do seminário organizado pela Comissão de Intercâmbio entre Empresas de Diversos Ramos (Comitê de Intercâmbio Intersetorial), presidido por Nobuhiro Yoshida (Sumitomo Corporation do Brasil), na manhã desta sexta-feira (1º), das 10h às 11h. Tetsuhiko Ishikawa (Sumitomo Corporation do Brasil), vice-presidente do comitê, foi o mediador do encontro, que contou com a presença de cerca de 100 participantes.

No discurso de abertura, Nobuhiro Yoshida explicou que o tema do comitê deste ano é “conhecer e compreender mais profundamente a sociedade nikkei brasileira”. Issao Mizoguchi atuou como chief officer da Honda na América do Sul e diretor-presidente da Honda South America, por sete anos, desde 2014.

Mizoguchi falou sobre a contribuição das empresas japonesas para o desenvolvimento econômico e proteção ambiental da Amazônia. Em relação ao desmatamento, a Amazônia legal chamada de pulmão da Terra cobre uma área de 5,5 milhões de quilômetros quadrados, 60% dos quais em território brasileiro, mas cerca de 20% já foram explorados e 60% dos quais foram transoformados em pastagem. Além disso, também ocorreram danos por mercúrio causados ​​pela mineração do ouro. A Amazônia foi descoberta por uma expedição espanhola em território peruano cruzando os Andes e descendo o rio Solimões. O estado do Amazonas apoiou a economia brasileira com a produção da borracha natural da década de 1880 até cerca de 1915.

A cidade de Manaus se desenvolveu com a sistemática exploração da borracha. Foi responsável por 45% do PIB do Brasil até por volta do ano de 1912. Porém, devido à baixa produtividade da borracha natural no estado, o cultivo único em grande escala não foi possível. Henry Ford tentou plantar 1,6 milhão de mudas de seringueira em Fordlândia, no Pará, para produzir seus próprios pneus, mas fracassou em 1946 e desistiu, enquanto fazia plantações de borracha na Malásia e em outros lugares.

A juta, uma fibra natural muito importante, é usada pela indústria têxtil para a confecção de sacos, tapetes e muitos outros produtos. A introdução da fibra na Amazônia foi um trabalho heróico da comunidade japonesa. Os japoneses conseguiram cultivar juta para sacos de cânhamo na região amazônica. O governo do Japão estabeleceu o Instituto de Pesquisa Industrial da Amazônia em Parintins em 1930 e a Escola Superior Takushoku do Japão em 1931 para treinar líderes para os projetos pioneiros na Amazônia. Citou projetos conjuntos entre Brasil e Japão, como alumínio da Albras e da Arnorte, desenvolvimento da mina de Carajás com a Vale e o projeto da Jari, uma fábrica construída no Japão, às margens do Rio Jari, para a produção de celulose e outros produtos.

Na implantação da Zona Franca de Manaus, ele explicou como foi construída para aumentar a população e evitar que terroristas ocupassem a região norte da Amazônia. O estado do Amazonas tem uma área de 1,56 milhão de quilômetros quadrados, tem 6.000 nikkeis e uma população de 2,2 milhões em Manaus. Existem 600 empresas operando na Zona Franca de Manaus, 100.000 empregos diretos, 500.000 incluindo empregos indiretos, incentivos fiscais centrados em impostos federais, a situação de expansão das empresas japonesas pela indústria e sua importante presença. Na sessão de perguntas e respostas, o desenvolvimento da zona franca para fins militares e situação atual, posição em uma empresa japonesa como um japonês brasileiro, o futuro das motocicletas para redução dos níveis de monóxido de carbono. Mencionou-se o valor de existência da Zona Franca de Manaus e a localização dos benefícios fiscais na promoção de acordos de livre comércio.