(Zoom) Comissão de Intercâmbio realiza palestra com o deputado Luiz Nishimori

A Comissão de Intercâmbio entre Empresas de Diversos Ramos (Comitê de Intercâmbio Intersetorial), presidente Nobuhiro Yoshida (Sumitomo Corporation do Brasil), promoveu palestra online, na manhã desta sexta-feira (30), das 10h às 11h, com cerca de 70 participantes, em sua maioria composta por expatriados. Kei Yuhara (NYK do Brasil), membro do comitê, atuou como mediador. O palestrante foi o deputado federal Luiz Nishimori (PL-PR), abordando o tema “Perspectivas para o intercâmbio econômico e de amizade Brasil-Japão”, e como subtema “Vamos ensinar de novo, o charme do Brasil!”.

Luiz Nishimori é presidente do Grupo Parlamentar Brasil-Japão, vice-presidente da Região Sul da Frente Parlamentar da Agropecuária, 2º vice-presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural. Em termos de atividades sociais, é diretor da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Japão do Paraná.

Yuhara disse que o comitê vem trabalhando como tema deste ano “Como conhecer e compreender mais profundamente a sociedade nikkei brasileira”. “O deputado Luiz Nishimori está feliz apesar de sua agenda atribulada e agradeço”, disse Yuhara.

Luiz Nishimori iniciou a sua apresentação discorrendo sobre o Tratado de Amizade, Comércio e Navegação entre o Brasil e o Japão que foi celebrado em Paris no dia 5 de novembro de 1895. Oito anos depois, em 1908, os imigrantes japoneses chegaram ao porto de Santos, e já se passaram 113 anos. Atualmente, existem cerca de 2,5 milhões de nikkeis no Brasil, e ele explicou que está dando uma grande contribuição ao
Brasil.

No entanto, diz o deputado, os imigrantes japoneses estão enfrentando grandes dificuldades, como doenças endêmicas, idioma e comida, mas eles estão se concentrando na educação de seus descendentes, e a sociedade japonesa inabalável de hoje está estabelecida. Há muito tempo, o índice de nikkeis que frequentavam universidades famosas era tão alto, que, se você quisesse entrar para uma universidade, deveria
eliminar um japonês. Comentários como “Para entrar na USP, tem que matar um japonês” eram comuns na época de provas.

“Graças aos esforços incansáveis ​​e diligência dos nipo-brasileiros, conquistamos a confiança inabalável dos brasileiros e, com o vento a favor, alcançamos 700 empresas do Japão e somos altamente avaliados”. Ele explicou que são poucos os países que tratam os japoneses de maneira tão útil quanto o Brasil, e que eles são privilegiados e gratos.

Ele explicou ainda que o Brasil tem o maior mercado consumidor da América do Sul, e os brasileiros que viveram na hiperinflação não têm o hábito de economizar, por isso é um grande atrativo gastar a maior parte de sua renda com consumo. Além disso, recursos naturais, recursos de energia elétrica e recursos agrícolas estão entre os principais do mundo. Meio século atrás, o país era apenas um importador de alimentos que se preocupava com o cultivo de café, mas com o apoio do governo japonês, a região do Cerrado, que se dizia ser uma terra estéril para os agricultores japoneses, foi transformada em um grande celeiro, e o Brasil se transformou em grande produtor e exportador de grãos, carnes e frutas.

Brasil e Japão são exatamente o oposto em muitos aspectos, como a exportação de minério de ferro, grãos, carne e suco do Brasil para o Japão, e a exportação de produtos acabados como máquinas de precisão e peças de automóveis do Japão para o Brasil. Ele explicou que se a estrutura de importação/exportação é tal que o navio pode ser totalmente de ida e volta, ele tornará uma nova parceria comercial no futuro.

A política do Brasil tem uma separação de poderes bem estabelecida e é um país de democracia. A Câmara dos Deputados equivale à Câmara dos Representantes do Japão, e o Senado equivale à Câmara dos Conselheiros. 2020 é o ano das eleições presidenciais no Brasil, e os partidos do governo e da oposição já começaram suas articulações. Atualmente existem 33 partidos políticos no Brasil legalizados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Então estamos tentando reduzi-los”.

Ele explicou que se os políticos não tiverem orgulho e convicção de continuar como políticos, eles entrarão em colapso. “Os políticos são representantes de cada setor como organizações comerciais e agrícolas, são fortes porque têm votos, mas nas últimas
eleições 65% dos membros veteranos perderam na Câmara dos Deputados e 80% no Senado. Legisladores veteranos mal sobreviveram”.

“Há 513 membros na Câmara dos Deputados, mas Kim Katagiri e eu somos os únicos dois membros nikkeis, e quero que mais políticos japoneses desempenhem um papel ativo.

Os trabalhadores migrantes criaram cavidades e um sistema de ciclo virtuoso que permite que entidades japonesas como a Bunkyo ensinem japonês aos jovens brasileiros e desempenhem um papel ativo no Brasil após o treinamento no Japão.

Ele explicou a construção de um sistema de ciclo virtuoso, que permite que entidades japonesas como a Bunkyo ensinem japonês aos jovens brasileiros, e estes desempenhem um papel ativo no Brasil, após treinamento no Japão.

“Tenho liderado uma missão econômica do Paraná todos os anos ao Japão, empenhando na expansão das exportações de produtos agrícolas e pecuários do Paraná e a atração de empresas japonesas para o Estado”. Ele concluiu que gostaria de continuar a envidar esforços como nikkei para se tornar uma ponte entre o Brasil e o Japão.

Na sessão de perguntas e respostas, foram discutidos atualidades agrícolas, a reforma tributária e a reforma administrativa no Brasil, o voto impresso, financiamento público de campanha. Ele explicou o que faria primeiro se fosse eleito presidente do Brasil.